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Vinícolas e atrações imperdíveis de Bento Gonçalves e São Joaquim

 

“Belíssima tonalidade amarelo-esverdeada. Envolvente, cremoso, acidez viva. Tabaco defumado, especiarias, pimenta branca. Era muito nervoso, mas evoluiu e agora está mais calmo.”

Se você nunca ouviu comentários desse naipe feitos por alguém acerca de um vinho, sorte sua, pero que los hay, los hay. Mas ninguém precisa girar uma taça com volúpia e muito menos repetir cantilena alguma para aproveitar uma viagem às serras Gaúcha e Catarinense. Afinal, vinho bom é o que você bebe e gosta, simples assim. E um bom começo para essa jornada é o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

 

Serra Gaúcha: de taça em taça pelo Vale dos Vinhedos

A região, na Serra Gaúcha, concentra o maior número de vinícolas – são mais de 30. Escolher uma dentre tantas não é tarefa fácil, mas algumas são incontornáveis – caso da Miolo e da Casa Valduga. Na primeira, a visita começa em um pequeno parreiral, que concentra algumas variedades de uvas viníferas que dali seguem para os tanques de inox, em que acontece a fermentação alcoólica.

O tour termina na cave onde ficam as barricas de carvalho que acondicionam os vinhos de guarda – bebidas que vão adquirir aroma e gosto mais complexos. Na saída, é realizado um minicurso de degustação com quatro vinhos da casa. Atualmente o lugar mais interessante da Miolo é a área gramada externa, onde, nos fins de semana, um wine truck serve comidinhas, taças de espumante, vinhos e alguns drinques.

 

A Casa Valduga é bem mais imponente, ainda que o ecletismo arquitetônico, que vai de castelinho medieval até prédio espelhado, cause algum estranhamento. Dentro da vinícola funcionam quatro pousadas e um restaurante. A enorme cave dedicada aos espumantes é a mais bonita do Vale dos Vinhedos, e no fim dela há um portão que dá acesso aos parreirais. Todos os dias, às 9h30, acontece um curso de degustação, que dura quatro horas.

A rotina de um enoturista na Serra Gaúcha é sempre a mesma: conhecer um pouco de como se dá o processo de vinificação e, ao final, degustar alguns rótulos da casa. Em alguns lugares que cobram pela visita, o valor pode ser convertido em produtos. Algumas vinícolas de pequeno e médio porte que vale ter no radar são a Almaúnica, a Cave de Pedra, a Don Laurindo e a Pizzato.

Ah, impossível não falar de dois gigantes que não estão no Vale dos Vinhedos, mas que atraem multidões: a Aurora, a maior vinícola do Brasil, no Centro de Bento; e a Salton, no distrito de Tuiuty, 18 quilômetros ao norte do Vale dos Vinhedos. Na época da vindima, de janeiro a março, algumas vinícolas deixam o visitante colher as uvas, pisá-las como antigamente ao som de música típica italiana. A Cainelli, também em Tuiuty, é uma das que organizam passeios assim na vindima.

 

Mas, se você se considera um diletante, um apaixonado, um verdadeiro bicho do vinho, então não deixe de fazer uma visita ao Vilmar Bettú, o enfant terrible dos parreirais. A vinícola em si, no interior de Garibaldi, não tem apelo algum, mas o que interessa está na taça. Mais precisamente nos dez vinhos provados em degustações que duram até três horas. Seu Vilmar, o dono, é um papo ótimo. Com seu rabo de cavalo, o engenheiro mecânico, ex-professor de física, considera que seu papel no mercado de vinhos, ao menos incidental, é o de quebrar mitos – como aquele segundo o qual o Brasil, por questões climáticas, não seria capaz de fazer vinhos tão bons quanto os chilenos ou europeus.

 

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